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Ócios do Ofício -

Um espetáculo musical baseado na obra do escritor Manoel Carlos Karam.

Ócios do Ofício - Um espetáculo musical baseado na obra do escritor Manoel Carlos Karam

 

“Ócios do ofício” é um espetáculo musical que apresenta composições inéditas do Folebaixo Lounge, inspiradas na obra literária do escritor Manoel Carlos Karam. Integra intervenções cênicas que exploram o teatro e os recursos de projeção visual. Em “Ócios do Ofício”, os músicos exploram o universo literário cunhado pelo autor ao longo de seus 25 anos de intenso trabalho autoral, destacado em 8 livros publicados e em homenagens recebidas por seu contributo e legado cultural promovido em Curitiba.

 

Todas as canções são inéditas e compostas exclusivamente para o espetáculo pelo Folebaixo Lounge, formado pelos músicos Marcelo Pereira e Marina Camargo, que contam para esse espetáculo com a participação de Bruno Karam, filho do autor. Intercalando a música, o concerto apresenta ainda trechos encenados de pequenos textos, frases e ideias do autor, formando o mosaico do espetáculo tal qual Karam fazia com seu texto, misturando imagens, sons e palavras. Como elemento inovador para este espetáculo, o Folebaixo insere em suas produções musicais trechos de locuções feitas pelo próprio Karam, obtidos em registros arquivados por sua família. Dessa forma propõem um diálogo entre o passado e o presente (a obra outrora apenas impressa, metamorfoseando-se em novas linguagens), entre a dramaturgia e a música (ora musicando textos, ora criando ambientações sonoras para os poemas). Transformando a literatura em espetáculo multimídia, com o intuito de disseminar arte e entretenimento intelectual nas diversas frentes de percepção sensorial do público.

 

 

(Mas... Como Surgiu Este Projeto?)

Por Marcelo Pereira

 

Na literatura é comum encontrarmos autores obcecados com a confecção de uma frase, a sintetização de conceitos complexos de maneira direta, incisiva e para isso, usam recursos como metáforas, rimas, aliterações, jogos de palavras, surrealismo, humor, etc…
A sua única arma é a criatividade para comunicar, provocar, fazer pensar e quando isso acontece, o escritor consegue o efeito desejado.
A indústria literária criou a partir daí um filão editorial que é a publicação de “coletâneas de frases”.
Podemos encontrar livros com “as melhores frases de fulano de tal…”, “as frases selecionadas de siclano…”, “pensamentos de ouro de beltrano…”, etc. É comum encontrarmos alguns críticos desta prática, que se apegam na idéia de que se deve conhecer profundamente a obra do autor antes de citá-lo.
Porém, por outro lado, creio que não existe uma maneira mais eficaz de se conhecer um novo escritor (seja ele romancista, filósofo, pensador, etc…), do que entrar em contato com as suas frases curtas. Elas revelam o estilo, as características, o espírito do artista. Logo, é também, uma excelente maneira de entrar em contato com a obra de um romancista ou poeta que ainda não conhecemos.
Assim conheci grandes frasistas e fui atrás de seus trabalhos, como Nelson Rodrigues, Oscar Wilde, Millôr, etc.
A primeira vez que entrei em contato com a obra de Karam foi através do livro “Comendo Bolacha Maria no Dia de São Nunca”. Já fui fisgado pelo título, que me lembrou um pouco do bom humor britânico, um pouco de John Lennon, Monty Python, e por aí vai.
Manoel Carlos Karam é um destes frasistas implacáveis. Rápido e dinâmico, sempre com um toque de humor inteligente e provocativo.
Certo dia pensei em utilizar esta idéia de “coletânea de frases” de uma maneira diferente. Pensei em reunir alguns dos textos que eu mais gostava do Karam e inserí-los dentro de um ambiente musical.
Na música eletrônica existe o termo “acapella”, que é a extração de um trecho, uma amostra (sample), de uma música, geralmente a parte cantada, que é encaixada em outra base. Achei que seria uma estratégia eficiente, se eu conseguisse colocar os aúdios gravados de alguém lendo um pouco do Karam dentro de uma ambientação musical eletrônica.

Misturar as linguagens.

Marina Camargo topou a empreitada.

Entrei então em contato com Bruno Karam, músico profissional e filho do autor, que não só gostou da idéia, como quis participar. Precisávamos agora de uma direção.

Ninguém melhor que a diretora, atriz e iluminadora Nadja Naira, profunda conhecedora da obra de Karam.

Uma atriz. Imediatamente foi sugerido o nome de Michelle Pucci.

Mais… eu queria mais…

Recursos visuais. Conversei com o artista plástico e videomaker Janio Rodrigues que adere prontamente ao projeto.

Nascia então o espetáculo: “Ócios do Ofício”.

 

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